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December 6, 2017

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Sisma MT: Mesmo com plano de saúde, cidadão tem dificuldade de acesso a serviços

O acesso a atendimento médico está cada vez mais precário. Além do difícil acesso aos serviços de saúde pública, as reclamações agora se estendem a clientes de planos, apesar do custo mensal. A capacidade de atendimento e o tempo de espera para consulta e exames em hospitais privados estão tão saturados quanto os de policlínicas.

 

Um grupo em rede social vincula hoje mais de 88 mil moradores de Cuiabá e Várzea Grande, dentre eles clientes de operadoras de saúde, coleciona posts de reclamações de precariedade de serviços apesar de pagarem rigorosamente as parcelas dos planos de saúde e de desconto. (Os nomes a seguir serão modificados para proteger a identidade das pessoas).

 

Jacinta, que levou sua filha a hospital conveniado a planos de saúde, na terça-feira (11), diz que o atendimento para a criança, que tinha vômito, febre e disenteria, levou mais de quatro horas. “Passei pela triagem e fiz o cadastro do atendimento às 14h15, indo várias vezes reclamar na recepção pela demora (isso, umas quatro vezes). Não tive uma opção a não ser de falar que iria procurar meus direitos e iria cancelar o atendimento. Pedi que eles me dessem algo que comprovaria o horário que cheguei e o horário que ia sair, mas disseram que se cancelasse não poderiam me dar o comprovante”.

 

Sua filha foi atendida somente às 18h, depois de uma intervenção do gerente da clínica pediátrica.  “Chamaram o gerente, que imediatamente entrou na sala do médico e em menos de minutos chamou pela minha filha, isso já eram 18h (ou mais). Sim, esperei esse tempo por uma consulta e só fui atendida nesse horário porque fiz um barraco”.

 

Segundo ele, o mau atendimento não se restringiu à parte médica. Foi dificultada a liberação de algum comprovante que informasse o horário de entrada e saída dela com a filha do hospital. Segundo o atendente, o comprovante somente poderia ser liberado sob a autorização da chefia do hospital. “Não negaram, mas pediram meus dados, pois tinham que pedir autorização para chefe (mesmo assim, perguntei se no sistema ficavam guardadas as informações cadastrais)... muito descaso. Quem tem filho sabe como é difícil ficar horas em um lugar, e em meio à crise que vivemos, pagar plano de saúde não está nada fácil”.

 

A situação já havia se repetido algumas vezes com outros clientes. Jacqueline Carla diz que no último dia 3 entrou no mesmo hospital às 18h, com seu filho, e só houve atendimento às 22h. Três dias mais tarde, ela precisou voltar ao hospital para novo atendimento ao filho que teve ataque de alergia, e o tempo de espera foi longo.

 

“Resolvi ir um pouco mais tarde pra ver se estava mais calmo por lá. Cheguei às 22h e à 0h30 não tinha nem previsão de ser atendida. A recepcionista me disse que havia pacientes desde as 18h para serem atendidos. Resolvi ir embora sem atendimento médico. Isso [post de reclamação] não é só uma indignação de minha parte e sim de todos que ficam à espera”.

 

“É muito doloroso para um pai e uma mãe que trabalham o mês inteiro, muitos ganham muito pouco, mas fazem de tudo para pagar um plano de saúde para seus filhos (que não é barato) para serem tratados dessa forma”.

 

As complicações graves envolvendo planos de saúde não se limitam a atendimentos pediátricos. Marta Capão e sua avó de 77 anos ficaram mais de uma hora e meia, no dia 1º de abril, em hospital para a aposentada ser atendida. A situação iria piorar na continuidade do atendimento.

 

Clientes reclamam de desrespeito de operadoras